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A direcção da Associação Beneficente Cultura e Recreio (ABCR) da Mamarrosa, entidade que serve de suporte legal à Banda Filarmónica da Mamarrosa, pretende ver crescer um edifício nas Obras Sociais (lote 6), “dotado de um anfiteatro com 300 lugares e fosso de orquestra, por onde possam passar as melhores orquestras do país” e outros eventos culturais. A ideia foi apresentada pelo presidente da direcção da ABCR, Arsélio Canas, perante cerca de 400 convidados e amigos, que participavam no almoço de comemoração do 33.º aniversário daquela associação e 95.º da Banda Filarmónica da Mamarrosa. Mas a ideia já antes fora apresentada à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro “e devido ao valor da obra idealizada, que poderá ultrapassar facilmente um milhão de euros, só através de uma candidatura ao QREN poderá ser viável”. Ainda assim, Arsélio Canas reforçou o apelo ao autarca Mário João Oliveira, ali presente, para que o próprio “e os serviços técnicos de que dispõe” se envolvam “para podermos viabilizar este sonho”. “Abrindo o QREN novas linhas para que as associações possam candidatar obras como esta, não faltará apoio da Câmara na pequena parte que lhe pode tocar”, retorquiu Mário João Oliveira. Ainda assim, o presidente salientou o apoio da autarquia a esta colectividade em 2010 e já em 2011: “só para apoio às obras [de restauro do edifício], no ano passado, liquidou 50 mil euros; em 2011 entregou mais 20 mil euros para o mesmo efeito; e ainda este ano, mais 20 mil euros para apoio à formação, parte da carrinha e actividades desenvolvidas pela Banda”, estando ainda previsto, “a breve trecho, um apoio suplementar pela deslocação aos Açores e pelo vosso bom desempenho em prol da cultura”. De facto, a deslocação da Banda à ilha de S. Miguel, nos Açores, foi um dos marcos da actividade da Banda este ano. “Foi um desafio financeiramente arrojado e esperamos contar ainda com o apoio das nossas entidades autárquicas para este fim, que ainda não veio”, ressalvaria Arsélio Canas.
Homenagens.
Em dia de aniversário, não foram esquecidos “aqueles que deram corpo à Banda à data da sua fundação”, nomeadamente Jaime de Oliveira, lembrados em missa de sufrágio e romagem aos cemitérios de Mamarrosa e Bustos. Hoje, são outros os protagonistas da História desta Banda, que tem granjeado prestígio pelos locais onde passa e que, nesta data, já apresenta uma dúzia de actuações para 2012. “Este meritório trabalho é fruto do empenho do nosso maestro Fernando Ribeiro Lopes e de todos os músicos”. Na ocasião, foram também apresentados os novos valores, nascidos da Escola de Música da Banda: Luís Silva, André e João na trompete; John Stuiver e Guilherme Carriço no saxofone alto; Joana Neves no clarinete. Os aplausos foram ainda distribuídos por Gustavo Rodrigues, que concluiu a sua licenciatura em Multimédia, e por Fátima Ferreira e Gonçalo Bem Haja, os Músicos do Ano.
A segunda parte do concerto da Banda começaria com nova homenagem, desta feita, ao presidente da Câmara, Mário João Oliveira, pelo seu apoio à cultura. Traçado o seu perfil - pessoal, profissional e associativo - pela vereadora da Cultura, Laura Pires, ouviu-se o Pasodoble de Concerto “El Presidente”, de Nuno Osório. No salão cedido pela Comissão de Melhoramentos da Mamarrosa, a música tomou o seu lugar, seguindo-se “Czardas”, de Vittorio Monti, com solo de Tuba brilhantemente executado por Fábio Rodrigues. Nas peças seguintes, o maestro Fernando Lopes cedeu a batuta a Mónica Esgueira e, em dueto com Sandra Morais, cantou “Cartas de Amor”; “Coimbra do Choupal” e “Lisboa menina e moça”.
Noticia publicada no Jornal da Bairrada, na sua edição de 17 de Novembro de 2011
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